3 documentário sobre mulheres fodas!!!

Seguindo com mais indicações de documentários, porque eu estou nessa vibe (será a idade? Segundo um post do BuzzFeed, pode ser HAAHAH). Hoje vou falar de 3 mulheres muito foda que lutaram cada uma com suas armas para fazer a sociedade entender que as mulheres devem ser respeitadas, sejam elas brancas, negras ou transsexuais.

Então sem muita delonga:

  • LAERTE-SE

Duração: 100min

Classificação: 14 anos

Ano de Lançamento: 2017

Esse documentário mostra uma conversa e algumas cenas da vida de Laerte Coutinho, a cartunista que iniciou nos anos 2000 sua transição de masculino para feminino. No documentário ela conversa com uma das diretoras, Eliane Brum, sobre como foi a decisão, como seus familiares lidaram com essa mudança e como ela tem se adaptado a nova vida. Em muitos momentos o silêncio e a falta de palavras da entrevistadora causa certo desconforto na entrevistada, fazendo com ela exponha ideias e impressões que estão em sua mente. O documentário é tocante, recheado de tirinhas da cartunista para expressar o que muitas vezes as palavras não conseguem. Eu achei um documentário maravilhoso, sobretudo por que fiquei me perguntando o motivo de nossas dúvidas e curiosidade sobre o assunto. Parei para me perguntar qual a necessidade de fazer uma pessoa passar por tantas entrevistas e questionamentos públicos sobre algo que é tão íntimo, pessoal, delicado e em nada irá afetar nossa relação com ela. Talvez as pessoas mais próximas tenham dúvidas e precisem entender, mas nós, o público que consumimos sua arte, não temos porque fazer esse tipo de questionamento. Por outro lado ele é importante para ajudar pessoas que estão passando pela mesma situação e não sabem como lidar, assim como ela não soube por quase 60 anos. Acho que esse documentário já esta fazendo com que eu mude alguns pensamento e, definitivamente, irá mudar minha relação com pessoas drag queen e transexuais que conheço, no sentido de apenas respeitar suas decisões sem ficar com questionamentos quanto a sua mudança física (que na minha vida nada impactarão)!

  • MAYA ANGELOU, E AINDA RESISTO

Duração: 113min

Classificação: 12 anos

Ano de Lançamento: 2016

Maya Angelou era negra, sofreu abuso sexual na infância, passou 5 anos sem falar, foi mãe adolescente, prostituta, dançarina, cantora, poetisa, ativista para os direitos dos negros nos EUA ao lado de Martin Luther King e também na África, entre muitas outras coisas. Assim, com a mistura de fatos pessoais e profissionais, o documentário conta toda a vida dela baseado em vídeos-entrevista com a própria personagem central. A história dela chega a ser revoltante quando analisamos que qualquer ser humano passe por tantas dificuldades com tão pouca idade, mas infelizmente isso é algo que ainda acontece muito e acho que ouvindo-a falar sobre essas situações que passou, nos faz repensar a forma de lidarmos com elas e o que podemos fazer para mudar. Ela deixa bem claro no documentário que sua vida só não foi pior porque ela sabia ler e escrever muito bem e foi justamente isso que a faz ser quem ela se tornou, chegando a discursar um poema próprio na posse do ex-presidente Bill Clinton. Maya Angelou nos ensina que a educação é a base de tudo e que com ela pode levar qualquer pessoa longe! Quem puder vá atrás dos livros dela, porque eu, com certeza irei!

  • A MORTE E VIDA DE MARSHA P. JOHNSON

Duração: 105min

Classificação: 14 anos

Ano de Lançamento: 2017

Marsha doi uma das primeiras transsexuais gays a lutar por direitos sociais e em 1992 foi encontrada morta no Rio Hudson, em Nova Iorque. Após “investigação” da polícia, o caso foi encerrado como suicídio, mas todos os seus amigos e conhecidos diziam que era impossível isso ter acontecido. Nos anos 2010, Victoria Cruz, membro de uma Associação que investiga morte da mulheres transsexuais resolve investigar novamente o caso e, nesse entreveiro, se depara com acusações de que a máfia estava atrás da ativista, além de policiais que se recusam a falar sobre o assunto. Ao longo do documentário é possível conhecer um pouco mais da luta de transsexuais norte-americanas dos anos 1970 até a morte de Marsha, mas também conhecer um caso atual e perceber que pouquíssima coisa mudou. É um documentário bem triste, porque a história é triste, e saber que pessoas são mortas simplesmente pelo fato de ter coragem de assumir quem são é aterrorizante. Em um país como o Brasil que lidera o ranking de homicídio de transsexuais no mundo, ver um documentário como esse, ver “de perto” como as pessoas só lutam para serem respeitadas, é, no mínimo, vergonhoso. Esse é o tipo de documentário que deveria passar nas escolas, para que as pessoas já cresçam entendendo o quão doloroso pode ser um ato como esse. É um documentário que deve ser muito divulgado!

Desculpem, não achei os trailers legendado, mas na Netflix todos eles possuem legenda!

E vocês já assistiram a esses documentários? Conheciam as figuras retratadas neles? Me contem (e indiquem) novos documentários para assistir.

Bjks

Imagem: pexels

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