Assisti: The Crown – 2ª temporada

No ano passado a Netflix estreou a série The Crown, que conta a história da Rainha Elizabeth II desde que ela subiu ao trono após o falecimento do pai. A série fez tanto sucesso que já tem tem até sua quinta temporada garantida e na última sexta-feira, 08/12, ela estreou a 2ª.

ATENÇÃO: ESTE POST PODERÁ CONTER SPOILER DA 1ª TEMPORADA (aliás, é consAssisti: The Crown – 2ª temporadaiderado spoiler se os acontecimentos são reais? #ficaoquestionamento)

Obviamente, eu maratonei nesse fim de semana e estou aqui para tentar incentivá-las a assistir, caso você não tenha dado muita importância! Então vem comigo que você estará sabendo tudo de casamentos reais antes de Maio, quando Príncipe Harry casará com Meghan Markle HAAHAHHAAH.

Bom, a 1ª temporada acaba com Princesa Margareth sem a aprovação da Rainha para seu casamento com Peter Townsend e com o casamento de Lilibeth meio abalado. Pois bem, no 1º episódio da temporada 2, a Rainha Mãe propõe que o embuste Phillip faça uma viagem para representar a Coroa Britânica ao redor do mundo, além de fazer a abertura das Olimpíadas na Austrália e ele, depois de um bate boca com a rainha, acaba aceitando. E aí meus amigos que as coisas começam a ficarem fedorentas pro lado dele. Na viagem ele prova que embustice faz parte do seu DNA e olha… pobre Lilibeth!

Eu achei essa temporada ótima porque foca bastante no relacionamento de Phillip e Elizabeth. Acho que não tem um episódio que ele não dá bola fora, mas o auge (nessa temporada, porque na vida né?) acontece com Príncipe Charles no episódio 9. Preparem seus lencinhos, porque eu terminei com nó na garganta, querendo abraçar Charles e dar na cara do Phillip, além de falar poucas e boas pra rainha. É nessa temporada também que nascem os Príncipes Andrew e Edward.

Minha personagem favorita da família é Margareth, a irmã espírito livre e que jamais teve a oportunidade de usar a coroa (assim como seu sobrinho-neto Harry). Depois da decepção com a Rainha, que acabou respingando na irmã, ela decide curtir a vida e olha… como curtiu. Nessa temporada vemos o namoro e casamento de Margareth com, o não menos embuste que Phillip, Anthony Armstrong-Jones (interpretado pelo gatão, Matthew Goode). Também vemos Margareth sendo mãe de 2 crianças e toda a relação dela com a família.

Falando em família, a série mostra o encontro, eu diria bombástico, entre Lilibeth e Jackie Kennedy. Olha, uma briga de gigantes, mas que poderiam ser amigas que deixassem a vaidade de lado. Elas são o exemplo de que “se juntas causa, imagina juntas”. Atualmente, podemos falar que isso é besteira, que elas deveriam ter se unido para dar um chute na bunda de seus maridos e poderiam ter mandado no mundo, mas infelizmente os tempos eram outros e o que imperava era a competição feminina mesmo! Quem se saiu melhor? Olha, sendo bem sincera, eu acho que as duas tiveram seus momentos de holofotes. E eu aconselho muito, depois de assistir essa série, você correr, na Netflix mesmo, e assistir Jackie, porque da para entender tudinho o que ela fez e a reação – muito esperta – de Lilibeth 😉

Outro ponto que eu acho que vale super destacar é a relação da rainha com seus dois primeiro-ministros, Eden e Macmillan. A relação que ela tinha com Churchill – e obviamente as ações dele – e a relação que ela tem com os dois. Não só a relação é diferente, mas a forma como ela se posiciona também é. Verdade seja dita, essa temporada mostra cerca de 10 anos de reinado e ela aprendeu algumas coisas nesse período.

Um dos melhores episódios é o 5. Nele é mostrado como a realeza se sente acima dos meros mortais e como são distantes para a maioria das pessoas, mesmo com o povo aprovando a monarquia. É um episódio crucial para entender quem eles eram, as transformações que passaram (incluindo os escândalos) e até o fato de muitos veículos afirmarem que o casamento do Príncipe Harry esta marcando uma nova era para a monarquia. Quem gosta de ficar por dentro dessas histórias, esse episódio é crucial.

A impressão que eu tenho é que esse período retratado na série foi bem mais polêmico, com a família inteira envolvida em escândalos, por mais que Lilibeth tenha tentado abafar. Também fiquei com a impressão que ela é uma pessoa muito solitária, sem amigos com quem pudesse jogar conversa fora, falar umas besteiras, da malcriação dos filhos, do marido fanfarrão, da mãe que se mete em tudo e da irmã festeira amada pelos súditos. Sabe, aquelas reclamações normais que todo mundo faz dos parentes vez ou outra? Então, parece que ela não tem muitas amigas que pudesse contar. Fiquei bastante sentida por ela e, confesso, estou a olhando de uma outra forma.

A terceira temporada promete muito, não só pelo aparecimento de Princesa Diana, mas também por momentos políticos que o país enfrentará! O lado ruim de maratonar série é que só teremos novos episódios daqui 1 ano.

Não deixem de assistir e depois vir me contar o que vocês acharam, vou amar ler e dividir impressões!

Bjks

Imagem: reprodução Netflix

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