Assisti: The Crown

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Olá pessoas! Depois de um looongo inverno, estou de volta. Não vou fazer promessas, porque vocês já sabem que não adianta rs. Pois bem, dito isso, vim aqui falar sobre uma série que assisti esse fim de semana: The Crown.

Essa é uma das séries mais aguardadas do momento. Original da Netflix a série conta a história da coroação e reinado da Rainha Elisabeth II da Inglaterra. Sim, a série conta em detalhes, desde o momento em que Betinha (como dizia Dilma Bolada) casou com Phillip, o ex-herdeiro da Grécia e Dinamarca, passando pela morte do seu pai, George VI, a coroação e os primeiros anos do reinado. Príncipe Charles e Princesa Anne ainda eram seres que usavam calça curta quando a primeira temporada acontece e os Príncipes Andrew e Edward nem sonhavam em existir.

Durante os dez episódios podemos acompanhar um Príncipe Phillip amoroso com os filhos e com a esposa, até o momento em que ela se torna a figura principal do país e uma das principais figuras social e política do mundo. Todo mundo que acompanha um pouquinho da família real sabe que o Príncipe é figura não muito amada pelo público e que passou a vida inteira a margem da figura imponente da esposa. Também vemos como a princesa tem de lidar com uma situação para a qual ela não foi nem 1% preparada. Toda as inseguranças da jovem rainha são demonstradas sem pudor para o público. Eu, como espectadora e com menos de 1/3 da idade atual da rainha, nunca imaginei como a transição pudesse ter sido difícil ou na possibilidade de ela hesitar em tomar decisões. É bem verdade que vemos apenas aquilo que eles nos permitem ver, mas jamais me passou pela cabeça que ela pudesse ter inseguranças como qualquer pessoa “normal”.

O lado político é um show à parte para entender o papel do país na atualidade. Aos poucos vemos Winston Churchill retomando o Parlamento, articulando negociações e manipulando a mídia e o povo para se manter no poder. Por outro lado, vemos como ele realmente ajudou a rainha em vários momentos e em como era o braço forte do Parlamento. Seu momento de renúncia é um dos mais tocantes da temporada por ser um momento de tomada de autoconsciência de nossas vidas e, principalmente, idade.

Os dramas internos da família também são vários e servem para nos fazer entender centenas de situações que vemos hoje. Desde o rei que abdica do cargo para viver com uma americana divorciada e as causas que isso lhe traz (não só na vida em família como na vida pública), passando por um marido que não sabe lidar com a esposa superpoderosa, até a mãe que, talvez, não soube preparar a filha adequadamente para assumir o cargo que estava predestinada e preferiu seguir as regras gerais da sociedade de “como criar uma filha”.

Margaret, a irmã rebelde da rainha, é uma figura que nos faz entender 100% o que passa Príncipe Harry. Também serve de alerta para as próximas gerações (alô Princesa Charlotte) que tem o peso de ser “Sua Alteza Real”, mas que muito provavelmente jamais serão Rei ou Rainha.

Já o fim da temporada não é nada espetacular ou épico como estamos acostumados com as séries norte-americanas, mas nos deixa com gostinho de quero mais.

Essa é a série mais cara já produzida pela Netflix. O custo está estimado em US$100mi e assistindo fica muito evidente todo esse investimento. Os cenários são gigantescos e luxuosos e nos passam a real impressão de estar nos castelos e abadias. Para quem achava os cenários de Downton Abbey luxuosos, prepare-se, pois estes irão lhe tirar o ar.

A série já esta com a segunda temporada em gravações, mas não tem data de estreia definida.

Não deixem de assistir, pois a série é um prato cheio para quem gosta de história, da Família Real Britânica, de política e/ou para quem ama uma fofoca de ricos e famosos 😉

Bjks

Imagem: Reprodução Netflix

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