Indicado Oscar 2017: La La Land – Cantando Estações

Desde que saiu o trailer desse filme e se começou a falar dela lá nos EUA eu já fiquei curiosíssima. Primeiro porque eu amo musicais e eles sempre atraem minha atenção. Segundo porque Emma Stone esta no meu top3 atrizes preferidas da atualidade (aká anos 2000). Terceiro porque a parceria Emma Stone e Ryan Gosling é uma das minhas preferidas na vida (mesmo esse sendo apenas o segundo filme da dupla).

Quando o filme ganhou tantos Golden Globes minha vontade de assisti-lo só aumentou. Então por isso lá fui eu assistir o filme assim que estreou e tenho de dizer: que grata surpresa. O filme é maravilhoso para quem ama musical, mas irá agradar muito quem não gosta também. Isso porque o filme, diferente de Os Miseráveis por exemplo, não é 100% cantado. As músicas entram nas horas certas e em 99% dos casos elas tem propósito.

A história mostra uma jovem atriz, Mia (Emma Stone), um pouco desiludida com a carreira. Ela trabalha no café dos Estúdios Warner em Hollywood e sempre passeia por lá sonhando com o dia em que será a estrela principal. Um belo dia ela encontra com o pianista Sebastian (Ryan Gosling) que tem como sonho abrir um café/bar que toque apenas jazz, mas que esta perdido sem saber se vai pra frente ou pra trás na vida. Os dois, claro, iniciam um romance, mas também dividem as angústias de suas vidas e se inspiram mutuamente, trazendo cenas maravilhosas para quem esta na sala de cinema.

Senti que Damien Chazelle, o diretor, fez de Sebastian uma versão dele mesmo. Quem ainda aposta em musicais em pleno 2016? Quem ainda houve jazz em pleno 2016? Os jovens? Bem, como diz Keith (John Legend) “os jovens não houvem jazz e por isso você deve reinventá-lo”. E não foi isso que Chazelle fez com um musical? Pegou dois atores amados pelo público e os colocou num musical quase clássico. Só por isso o filme merece todas as estrelas do mundo!

Após ver o filme a sensação é de que o mundo é muito mais bonito, mais cor de rosa e que tudo poderá dar certo se tomarmos as atitudes certas. Por esse lado ele, com certeza, cumpriu com a missão de fazer as pessoas se apaixonarem por um musical. Para quem não gosta de musical, mas amou La La Land, corre ver os filmes da década de 1930 que a maioria deixa essa sensação.

Outro ponto que atrai muito a atenção do público foram figurinos e fotografia. O filme é lindo visualmente e mesmo se fosse mudo daria a mesma sensação. O céu quase sempre lilás rosado, as cores dos vestidos de Mia, da pool party do verão, tudo foi pensado para encher os olhos dos telespectadores. Num mundo onde estamos tão acostumados a ver milhares de efeitos especiais e imagens de guerra, La La Land é uma excelente calmaria!

Sobre as indicações para o Oscar, acho que o filme tem grandes chances de levar muitas estatuetas, mas não acho que levará todas. Claro, ainda não assisti aos demais, mas apenas pela temática de alguns e o trabalho exigido dos atores e equipe dá pra imaginar que alguns prêmios talvez não sejam desse tão amado musical. Claro que quero o premio pra Emma, mas tenho de admitir que outros filmes exigiram muito mais de suas companheiras do que dela. Mas aí você pode me dizer “Ela aprendeu a sapatear e até cantou” e eu vos digo que isso é o mínimo para uma atriz que aceita fazer um musical. Nicole Kidman também teve de cantar em Moulin Rouge e nem por isso ganhou um Oscar.

Outras informações:

Data da Estréia: 19/01

Duração: 128 min

Vale assistir ao filme? Com toda certeza do mundo

Nota (1 a 5): *****

Golden Globes Awards: 7/7

Oscar: 14 indicações

Imagem: reprodução Paris Films/Fandango/AdoroCinema

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