Indicado Oscar 2017: Manchester à beira-mar

Tenho uma confissão a fazer (e verdade seja dita, pode ser a mesma questão de muitas pessoas): quando vi o trailer a minha vontade de assistir o filme foi 0. Me explico: na minha cabeça esse era só mais um filme sobre “rapaz revoltado que tem de voltar pra cidade natal para cuidar do sobrinho que não tem intimidade”. Pra ser bem sincera, esse tipo de história em nada me atrai porque acaba sendo sempre mais do mesmo.

Por conta das inúmeras indicações ao Oscar ao Globo de Ouro, eu me despenquei até a Paulista para assistir e tenho de dizer que foi uma grata surpresa.

O filme conta a história de Lee (Casey Affleck), um homem de quase 40 anos que mora em Boston e trabalha como faz-tudo em alguns prédios da cidade. Lee é um homem bem silencioso que faz seu trabalho sem muita empolgação na vida, mas que ao frequentar o bar no fim do dia arruma algumas confusões, o que ja demonstra que ele não é tão sangue de barata como demonstra ser HAHAHA

Em um dia de trabalho normal ele recebe uma ligação dizendo que seu irmão Joe (Kyle Chandler) está no hospital e, por mais estranheza que isso nos causa, ele sai correndo pra ajuda-lo, mas, infelizmente, não chega a tempo. Por conta desse fato ele tem de colocar tudo em ordem para o funeral, enterro e ainda descobre que foi nomeado tutor do sobrinho, Patrick (Lucas Hedges), de apenas 16 anos.

A partir daí a história se desenrola de uma forma que, pelo menos eu, não imaginava. Passamos a conhecer a vida do jovem Lee e conforme a história passada e presente se desenrola e nos é mostrada, começamos a entender o motivo que o levou a ser o cara que é hoje, além de todas as atitudes que ele terá até o fim do filme.

Sem dar spoilers, eu digo que a história é bem surpreendente e me levou a pensar o que fazer na situação dele. Realmente saí do cinema com um gosto amargo na boca e uma empatia gigantesca por Lee onde minha única vontade era encontrá-lo pra lhe dar um abraço.

Eu não lembro de nenhum filme com Casey, mas confesso que ele me parece um pouco com Lee. Pelo menos nas premiações passadas, ele parece ser um cara sério, sem muitas reações, talvez por, assim como seu personagem, sempre ter vivido à sombra do irmão.

Michelle Williams faz participação no filme e, apesar dela ter sido indicada a atriz coadjuvante em todas as grandes premiações, não esperem vê-la em cena o tempo todo. Ela deve aparecer em cerca de 15 minutos, mas sua personagem e atuação são essenciais para entendermos o que se passa na vida dessas personagens.

Se eu acho que merece o Oscar em comparação com La La Land que foi o único que vi até agora?  Merece sim! Casey também esta muito bem e na batalha com Ryan Gosling ele super leva a estatueta. Michelle também esta maravilhosa  e achei a indicação super justa!

Outras informações:

Data da estréia: 12/01/2017

Duração: 135 min

Direção: Kenneth Lonergan

Vale assistir o filme? Com certeza. Surpresa e emoção garantidos (levem seus lencinhos)

Nota: *****

Golden Globes Awards: 1/5

Indicações Oscar 2017: 6

Imagem: reprodução Café com Filme

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