Li, vi e comento aqui: Uma pequena casa de chá em Cabul

O que me atraiu nesse livro foi a capa #confissões #soudessas. Aí eu peguei pra ler a orelha e pumba, me apaixonei.

Essa capa não é linda???
Essa capa não é linda???

Primeiro porque ele se passa em Cabul, Afeganistão, em plena Guerra contra os EUA. Segundo porque, apesar disso, ele não é um livro de guerra. Claro, mostra como as pessoas que lá estão, sofrem, mas não usa isso para fazer o leitor decidir por um ou outro lado. Como em toda guerra, há quem sofra e quem se beneficie com ela (tanto do lado dos “locais” como dos “estrangeiros”).

A personagem principal do livro é Sunny, uma americana que foi para lá acompanhando um namorado, Tommy. Em Cabul ela resolve abrir uma casa de chá para afegãos e estrangeiros. Mas com a guerra bem avançada e as explosões chegando mais próxima da capital do país, ela tem de fazer alguns ajustes para que ganhe proteção da ONU.

Na casa de chá trabalham apenas afegãos. Uma ranzinza senhora e proprietária do local, chamada Halajan; seu filho, Ahmet, um jovem e tradicional afegão que tenta ficar longe da guerra e proteger a mãe, como diz a tradição, e que trabalha na casa como segurança. Por fim temos na cozinha da casa de chá, Bashar Hadi, outro muçulmano ligado às tradições, mas que também ajuda Sunny com a administração financeira do local.

A história começa quando Sunny vai até um dos departamentos da ONU para saber o que deve ser feito para conseguir uma licença especial de funcionamento. Lá ela conhece Yazmina, uma viúva jovem muçulmana que foi levada de seu tio como pagamento de uma dívida. No caminho até a capital, os homens que a deteram percebem que ela esta grávida e a jogam do carro em movimento. Sunny então resolve ajudar essa moça sem família e desamparada num país que é extremamente machista, principalmente com jovens grávidas.

A casa de chá costuma receber frequentadores assíduos. É o caso de Jack, um americano que faz alguns trabalhos escusos no país, mas muito querido por todos de lá. Sunny e ele vivem uma relação de amizade muito próxima.

Também são frequentadores do local, Isabel, uma jornalista inglesa que esta no país para fazer uma grande reportagem e Candace, uma socialite americana que largou o marido para viver um casa de amor com um afegão influente no país.

Vivendo alegrias e tristezas, as cinco mulheres criam uma relação de amizade, respeito e amor e que por vezes nos faz lembrar Sex and the City. Entre amores, guerras pessoais, segredos e tristezas, elas vivem o dia-a-dia em meio à guerra em um país estrangeiro (para a maioria do grupo, pelo menos). Na contracapa do livro ele já fala sobre elas. Sunny, a que largou tudo para ser empresária num país estrangeiro; Yazmina, como já dito, uma jovem viúva; Halajan uma senhora moderna demais para os padrões mulçumanos e do seu próprio filho; Isabel, a jornalista que arrisca a própria vida para conseguir um furo de reportagem e Candance, a mulher que largou marido, jóias e posição social para ir atrás do amante afegão.

O livro tem tudo para agradar mulheres. Não é do tipo romance água com açúcar, mas tem muitos elementos que poderiam ser. Graças à escrita bem elaborada e de quem conhece o que esta falando, a autora Deborah Rodrigues  (que morou 5 anos no país) nos mostra um outro lado dessa guerra tão mal falada vista por nós. Não que eu ache que a guerra tenha um lado positivo, mas sempre serve para nos fazer pensar em como as pessoas que lá viviam tinham de tentar levar a vida como se nada estivesse acontecendo.

O livo é essa mistura de aprendizado com entretenimento e foi isso que eu mais amei. Me fez pensar na guerra, em como as pessoas sofrem, em como as coisas são injustas, em como podemos ser enganados sem nem perceber e em como muitas vezes a solução para alguns problemas são fáceis e só precisamos abrir nossos corações para o diferente 😉

Bjks

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *