SPFW nº43 – dia 01

Começou a semana de moda brasileira mais aguardada!!! Com novidades como coleções de inverno que estarão disponíveis para venda assim que os desfiles encerrarem, a semana começa agitada. Como é de costume, Animale, sob supervisão de Vitorino Campos, abre os desfiles, seguido de Uma,  Lily Sarti, a moda masculina de João Pimenta e o clima carioca de Osklen!

Então chega de meias palavras e vamos ao que importa: desfiles.

Animale

Eu ja comentei por aqui como a Animale mudou desde a chegada de Vitorino à direção criativa da marca. Esta coleção veio pra coroar as mudanças. Inspirado em cidades do Norte da Itália e, obviamente, em suas mulheres, essa talvez seja a melhor do baiano para a grife. Com essa coleção, a marca mostra para quem está desenhando, qual sua mulher desejo. Uma mulher elegante, adulta, que deseja ousar sem estripulias. A mistura de clássicos como alfaiataria com elementos ousados como é o couro de cobra deu muito certo. A mulher Animale ficou sexy, elegante e jovem na medida certa. Particularmente amei os looks com calça streetwear usadas com blazer e top bordado. Outro ponto que merece atenção são as peças transparentes com bordados. Cada detalhe é preciso (vale olhar com calma e com super zoom lá no FFW), delicado e muito sexy, exatamente como imaginamos o jeito de se vestir das italianas. Também amei os acessórios. Botas e bolsas estavam um charme a parte.

Uma Raquel Davidowicz

Eu tenho uma crítica um pouco pesada para fazer sobre a Uma. Acho que ela deveria se apresentar no penúltimo ou último dia. Me explico melhor: essa é uma grife que nos traz uma paz, uma calmaria tão gostosa que deveria ser no fim da semana, quando ja estamos exaustos tanto fisicamente quanto psicologicamente. Com o desfile desse SPFW nº43 minha teoria se prova ainda mais acertada. Eis aqui o que Camila Yahn, editora do FFW,  escreveu sobre o desfile que foi realizado na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no bairro da Luz “(…) o desfile aconteceu no andar de cima, com luz natural e em silêncio, já que o espaço não permite música. O caminhar das modelos e os cliques dos fotógrafos serviram como trilha real para mostrar uma roupa real”. Diz se essa não é a calmaria necessário para os últimos dias de evento?
Toda edição eu repito que as roupas da Uma são atemporais. Por serem mais básicas, com modelagens clássicas elas são daquele tipo de roupa que a pessoa compra e 10 anos depois ainda estará usando. É um excelente investimento. Essa coleção eu achei a mais classuda dos últimos tempos. Os tecidos e modelagens parecem mais nobres e com isso reforça a ideia de bom investimento. Por não usar uma cartela de cores extensas, o desfile pareceu mais coeso, essa aliás uma das principais marcas da grife, conseguindo assim deixar de forma clara para os consumidores qual o DNA que ela carrega.
 
Lily Sarti
 

Que eu sou fã da Lily Sarti, isso não é nenhuma novidade. Até comentei em posts de edições passadas (Inverno 2016 e Edição nº41) como me emociono ao ver a grife crescer. Nessa edição, eu amei simplesmente TODOS OS LOOKS! Sim minha gente, todos os looks. Eu compraria todos eles. Bem, a coleção mostra uma mulher ligeiramente gótica suave com pegada glam dos anos 1970 e 1980 HAHAHA Achei essa mistura simplesmente maravilhosa. Nada de ombreiras ou roupas hippies, as inspirações aparecem em detalhes e podem ser misturados conforme o gosto do freguês. Com relação a cartela de cores, ela não poderia ter escolhido melhor: preto, malva, nude e caramelo. Simples, chic e atemporal. 

João Pimenta

João é um dos meus estilistas preferidos da semana. Também é de João Pimenta um dos meus desfiles preferidos da vida. Amo como ele consegue deixar o homem mais elegante e nos últimos anos vem diversificando suas coleções, trazendo mais peças de streetwear, com isso abrindo o leque de clientes. Hoje o homem que veste a grife pode escolher por ternos justos, saias ou roupas mais confortáveis, tudo isso sem perder o charme. A cartela de cores esta maravilhosa, só de tons invernais como preto, marinho e roxo, sem deixar de lado tons de branco e nude.

Osklen
 
A marca veio inspirada na Islândia e no filme Soundtrack e realmente os looks são todos com cara de quentinhos, além de parecerem super confortáveis. Eu adorei a sobreposição de peças além dos casacos super quentinhos e é exatamente como eu imagino que seja durante um período no país, que mesmo no verão é bem mais frio do que o nosso inverno, por exemplo. Sem perder a cara de Osklen, mas passando longe de coleções hiper coloridas e cheias de símbolos cariocas, esta coleção esta linda de se ver. Com tons de off-white, bege, cinza e pitadas de rosa, azul e amarelo, a coleção não deixa nada a dever para o que se espera de uma coleção de inverno.
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Estes foram os desfiles do primeiro dia. Eu achei ótimo, cheio de looks inspiradores, reais, desejo e que mostram exatamente o que precisamos em tempos de crise: peças atemporais, que possam entrar no nosso guarda-roupa e durarem por muito tempo. As cartelas de cores foram bem inspiradoras também, principalmente para uma pessoa que, como eu, tem ficado cada vez mais básica.
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Pra saber todas as informações sobre os desfiles, acesse FFW. Lá estão todas as fotos de desfiles e bastidores, além de matérias especiais.

Bjks

Imagens: Zé Takahashi (Agência Fotosite)

 

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