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Todos os jeitos

“Minha vontade, assim que terminei de ler, era a de poder presentear todas as mulheres que conheço com esse livro” Foi deste modo que iniciei minhas impressões sobre a leitura de Outros jeitos de usar a boca, no meu perfil do Instagram (@lidicirilo). Porque era exatamente isso que eu queria: compartilhar, espalhar a riqueza que os textos da autora carregam.

Composto por poemas, em versos livres, o livro beira a redenção. A escrita é crua, direta e potente. As fases que dividem a obra são quase palpáveis. É de cortar, amarrar, consertar e libertar o coração de qualquer um, especialmente o das mulheres.

É uma leitura relativamente rápida, mas que vai te acompanhar por um bom tempo, e é aí que mora a beleza desse livro: você vai querer voltar nas suas partes preferidas, mais de uma vez, só para despertar aquela experiência – de novo.

Eu te convido a fazer essa leitura para se sentir representada, de um jeito ou de todos. E, para te convencer, segue um dos textos que compõem a primeira parte do livro – a dor:

“toda vez que você

diz para sua filha

que grita com ela

por amor

você a ensina a confundir

raiva com carinho

o que parece uma boa ideia

até que ela cresce

confiando em homens violentos

porque eles são tão parecidos

com você

aos pais que têm filhas

 

Extra: aproveito para compartilhar um vídeo de poesia falada (slam), que tem um texto também maravilhoso sobre a mulher na sociedade atual, sobre valorização e empoderamento femino, um complemento interessante ao texto da Rupi Kaur 😉

 

Imagem: Amazon

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